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Jamais canso de me surpreender com a engenhosidade humana de propor soluções para os problemas que não existiam antes de serem resolvidos
O documentário Gizmo trata muito bem dessa problemática, e o meu objetivo não é esse. No vídeo acima, temos uma traquitana que diz destruir dados de um CD/DVD em apenas 5 segundos, riscando a superfície dos mesmos à moda de espirógrafo. Se não me falha a memória, superfície riscada é o menor estrago que pode acontecer a um disco óptico: existem engenhocas (muito mais úteis, por sinal) que revertem o processo, polindo a superfície.
Agora, eu, como um bom piromaníaco, tenho uma abordagem um tanto quanto explosiva. Muito mais garantida (quero ver juntar estilhaços, ráááá) e barata (uma bombinha de R$ 2,00 acaba com 20 discos em 5 segundos
). Eis a vídeo-aula que eu e o meu irmão fizemos, explicando o processo:
P.S. - e, crianças: não façam isso em casa
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Ontem achei essas duas imagens mofando no meu HD... Queria publicá-las lado a lado há um tempão, mas sempre acabava ficando meio que fora do contexto, até que as mesmas foram esquecidas e jogadas de lado. Pois chegou a hora
Essa é justamente a parte da história da computação com a qual tenho uma forte ligação emocional, por assim dizer. Acontece que o Atari ST foi o primeiro computador com o qual tive contato. Lá no final da década de 80 do século passado o meu pai trouxe um da Alemanha, para usá-lo nos seus complexos cálculos científicos. E eu ficava brincando com alguns joguinhos, muitos dos quais existiam também em consoles de 16 bits, além de ficar me frustrando repetidamente no equivalente do Paint da época, pois achava que o computador iria fazer tudo ficar lindo e maravilhoso, e, bem, não era essa a verdade, ráááá!
Devo dizer que o computador em si era muuuuuuuuuito à frente do seu tempo. O seu sistema operacional, TOS (The Operating System), com a interface GEM (Graphical Environment Manager) faziam jus ao nome (super-criativo
), funcionando satisfatoriamente e apresentando recursos que só apareceram no Windows anos mais tarde. Já no plano do hardware, foi o primeiro computador pessoal a apresentar o MIDI. É através das portas MIDI que até 16 Ataris podiam ser juntados numa "rede" para jogar o MIDI Maze em deathmatch, eheheh!

Eu sei que parece TOSco, mas era impressionante numa TV de 20"!

Multiplayer de até 16 jogadores através das portas MIDI!
Se isso não parecer revolucionário o suficiente, é só lembrar que os pacotes mais fodásticos de geração de áudio e de imagens 3D da atualidade, Cubase e 3ds Max, tiveram as suas raízes no Atari ST. Até hoje o Fatboy Slim usa um Atari ST para compor, e existe uma legião de entusiastas mantendo o legado, reimplementando e mantendo o hardware e o software do Atari ST por conta própria.
Mas estou perdendo o foco. Lá em meados da década de 90, conheci um amigo do meu pai que tinha exatamente o mesmo modelo do computador, e trabalhava profissionalmente com a computação gráfica. Inclusive, fazia vinhetas 3D para a TV. Se não me falha a memória, o programa que ele usava era o fabuloso CAD-3D. Não, eu não sabia nem o que era um programa direito; mas a minha memória visual permitiu que eu reconhecesse o tal programa nos screenshots que a Internet preservou
Não teve outra: fiquei fissurado com a computação gráfica, achando que era fácil. Pedi para o meu pai me ensinar a fazer algo com o computador que fosse além de jogar joguinhos e brincar no Paint. Ele me ensinou as funções gráficas do BASIC, daí fiquei semanas tentando fazer o que hoje chamam de um desenho vetorial paramétrico de uma cara com um chapéu, huahauahua! Droga, como eu queria achar isso em algum disquete perdido por aí, para dar umas boas risadas. Acho que se eu fosse usar o LOGO, sairia melhor.
Mas o estrago já tinha sido feito. Depois, viajei para o Brasil e fiquei anos sem chegar perto de um computador. Quando vi o 486-DX, 50 MHz, 8 MB RAM, novamente do trabalho do meu pai, e me cansei de Doom, Duke Nukem 3D e R.O.T.T., fiquei novamente brincando com o QBasic, JavaScript, Assembly, Perl e C (sim, mais ou menos nessa ordem). Somente uma década depois aprendi a usar (porcamente) o SolidWorks, depois de inúmeros fiascos com os programas de cunho mais artístico. Porém jamais desistirei do meu ideal: fazer o computador se esforçar bem mais do que eu para produzir uma imagem
OK, OK, e o que o ZPC-GX31 da Cybernet tem a ver com essa digressão toda?! Absolutamente nada; apenas me fez lembrar do velho e bom Atari ST, que, apesar de 23 anos mais velho, ainda me surpreende tanto
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Quem possui algum produto da Apple e tem o espírito "fuçador" certamente já se sentiu bastante frustrado pelas restrições bestas inexplicáveis.
Uma coisa bastante irritante é a imposição do uso do iTunes para copiar arquivos para o iPhone. Nada contra o programa em si, mas... E aí, como se faz quando você quer copiar um filme ou música do iPhone e para o seu computador?
Esse inconveniente se torna especialmente preocupante na época do lançamento do novo firmware (e o 4.0 sai ainda esse mês), ao menos para mim, pois tenho o hábito de copiar filmes/vídeos para assistir do iPhone nas viagens e esquecer a origem dos mesmos.
OK, existem programas específicos para isso, que faço questão de não citar, pois, além de serem pagos, não funcionam muito nada bem. Vamos direto às alternativas gratuitas. iPhoneBrowser, T-PoT ou WinSCP (jailbreak-only) permitem o acesso direto ao diretório /private/var/mobile/Media/iTunes_Control/Music, que contém... Mas que m!@#$ é essa?!
/private/var/mobile/Media/iTunes_Control/Music/F01/JDEA.mp4 /private/var/mobile/Media/iTunes_Control/Music/F01/YAYU.mp4 /private/var/mobile/Media/iTunes_Control/Music/F02/AMSN.mp4 /private/var/mobile/Media/iTunes_Control/Music/F02/NLVL.m4a /private/var/mobile/Media/iTunes_Control/Music/F03/FVGY.m4v /private/var/mobile/Media/iTunes_Control/Music/F03/YRFY.m4v /private/var/mobile/Media/iTunes_Control/Music/F04/EXQV.mp4 /private/var/mobile/Media/iTunes_Control/Music/F05/DVMR.mp4 /private/var/mobile/Media/iTunes_Control/Music/F05/FASJ.m4v /private/var/mobile/Media/iTunes_Control/Music/F06/OJWK.mp4 /private/var/mobile/Media/iTunes_Control/Music/F07/CRKJ.mp3 /private/var/mobile/Media/iTunes_Control/Music/F08/KELD.m4v /private/var/mobile/Media/iTunes_Control/Music/F08/MPEY.mp3 /private/var/mobile/Media/iTunes_Control/Music/F08/PYVY.mp4 /private/var/mobile/Media/iTunes_Control/Music/F08/VBNF.m4v /private/var/mobile/Media/iTunes_Control/Music/F09/TCVS.mp3 /private/var/mobile/Media/iTunes_Control/Music/F10/GCWG.m4v /private/var/mobile/Media/iTunes_Control/Music/F10/NRKW.m4a /private/var/mobile/Media/iTunes_Control/Music/F11/HFEQ.mp4 /private/var/mobile/Media/iTunes_Control/Music/F12/FFOX.m4v /private/var/mobile/Media/iTunes_Control/Music/F12/KIGN.mp4 /private/var/mobile/Media/iTunes_Control/Music/F12/KWCV.m4v /private/var/mobile/Media/iTunes_Control/Music/F12/OSMF.mp3 /private/var/mobile/Media/iTunes_Control/Music/F12/VEUV.mp4 /private/var/mobile/Media/iTunes_Control/Music/F13/VBPS.m4v
Valeu por complicar a nossa vida, Apple! Por que não podia fazer assim?
Agora, se você tiver feito o jailbreak do seu iDevice, você também pode acessar os seus arquivos! Para isso, fiz o myTunes, um programa extremamente leve que roda em background e mantém atualizada uma lista acessível com os arquivos uploadados pelo iTunes. Observe que, ao menos por enquanto, serve somente para o backup: ao uploadar um arquivo para o diretório, ele não aparecerá automaticamente na playlist do iTunes. E, ao apagar, será regenerado. O diretório /private/var/mobile/Media/myTunes passa a conter meros hard links para os arquivos originais do iTunes.
O myTunes precisa do jailbreak, e pode ser instalado através do Cydia ou Rock App a partir do repositório do BigBoss. Have phun!
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Uma breve história dos computadores (1940-1960)
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Falei e falei e falei sobre as interfaces e a sua evolução, mas os computadores que é bom, nada. Pois aqui vai, um presente de Ano Novo. Texto originalmente postado no Royal Pingdom; a tradução foi por minha conta![]()
Pensamos nos computadores como praticamente um sinônimo da modernidade, porém eles estão conosco há mais de 50 anos. Só que naquela época, eram de uso governamental e corporativo, e de difícil acesso. E certamente não eram pequenos. Enquanto alguns tinham nomes criativos como Whirlwind, Colossus ou Pegasus, outros possuíam denominações menos poéticas, tais como Z4, AN/FSQ-7 ou ENIAC.
Abaixo estão listados os 19 exemplos dos computadores ancestrais, que, apesar de serem considerados tecnologia de ponta na época, hoje em dia apresentam o aspecto de um saudoso "retro".
Estas máquinas não utilizavam os mesmos componentes que os computadores modernos usam. Nas décadas de 40 e 50, a tecnologia dominante eram as válvulas. Transistores apareceram mais tarde, e os circuitos integrados eram um sonho distante que somente se viabilizou na década de 60, ainda que em pequena escala. Quão tentador seria viajar no tempo para mostrar aos criadores dessas máquinas um PC dos dias atuais, apenas para ver a sua reação.
Abaixo listamos o ano em que cada computador foi completado, porém o seu desenvolvimento levou vários anos (eram projetos imensos). A ordem é cronológica, com os mais antigos primeiro. Observe que isto é apenas uma pequena amostra, sendo que muitos ficaram de fora (para que isso seja um artigo e não um livro
).
Z4
Ano: 1944
Projetado pelo lendário engenheiro alemão Konrad Zuse, o Z4 foi o desenvolvimento do seu antecessor, o pioneiro Z3, que ele construiu em 1941 (o primeiro computador programável controlado por uma fita). O Z4 consumia aproximadamente 4 kW de potência e rodava a 40 Hz. Ele possuía 64 registros de 32 bits, o equivalente a 512 bytes de memória RAM. Uma única operação de adição levava 0,4 segundos.

O computador Z4, no museu de Munique.
Colossus
Ano: 1944
Duas gerações do Colossus, Mark 1 e Mark 2, foram usados pelos cripto-analistas britânicos para decodificar as mensagens alemãs no final da Segunda Guerra Mundial. Este computador processava 5 mil caracteres por segundo (teoricamente, poderia processar mais, porém aí as fitas de dados, de papel, se romperiam). A existência do Colossus e de outras máquinas similares permaneceu em segredo até a década de 70, pelo medo de que o conhecimento da tal tecnologia pudesse incentivar a criação de algoritmos criptográficos mais eficientes.

Acima: O Colossus no seu auge. Observe a fita perfurada à direita. / Abaixo: Colossus reconstruído.
ENIAC
Ano: 1946
Quando o ENIAC foi anunciado em 1946, a imprensa imediatamente o batizou de "Cérebro Gigante". O ENIAC foi o primeiro computador eletrônico digital de uso geral, e, provavelmente, o mais famoso desse artigo. Ele pesava 27 toneladas. Foi empregado, entre outras coisas, nos cálculos para a criação da bomba de hidrogênio. O processo de programação podia levar semanas, já que, depois de esboçado o algoritmo no papel, vários cabos e interruptores tinham que ser manejados para aí sim prosseguir para a verificação e depuração.

Acima: o ENIAC em toda a sua exuberância. / Abaixo: programação à moda antiga?
Whirlwind
Ano: 1951
O Whirlwind foi o primeiro computador a empregar display de vídeo para a saída de dados. A primeira versão tinha 512 bytes de memória RAM e executava 20 mil instruções por segundo, porém a posterior mudança para um tipo diferente de memória duplicou a performance, fazendo do Whirlwind o computador mais veloz do seu tempo.

Acima, esq.: o Whirlwind. / Acima, dir.: close dos circuitos. / Abaixo: a sala de controle.
UNIVAC I
Ano: 1951
Sendo acrônimo para UNIVersal Automatic Computer (Computador Automático Universal), o UNIVAC I foi o primeiro computador comercial produzido nos Estados Unidos. Ele foi projetado pelos inventores do ENIAC. Um total de 46 sistemas foi montado e entregue. O UNIVAC I pesava 13 toneladas, rodava a 2,25 MHz e podia executar 1,905 instruções por segundo. O custo era de USD 1,5M pelo sistema.

O UNIVAC I, montado por Remington Rand (observe o seu logotipo acima e à esquerda).
WITCH
Ano: 1951
Abreviatura para Wolverhampton Instrument for Teaching Computing from Harwell, o WITCH também era conhecido por The Harwell Dekatron Computer. Era lento (uma multiplicação levava de 5 a 10 segundos), porém isso era justificado pela grande estabilidade: o computador podia funcionar sem supervisão por longos períodos de tempo (nota do tradutor: algo difícil ainda hoje
). Portanto, ele podia ser deixado por conta própria com um grande volume de dados a processar. Uma vez, foi deixado ligado nos os feriados de Natal e Ano Novo e ainda estava funcionando quando a equipe retornou 10 dias depois.

O WITCH em operação. Somos só nós, ou eles também parecem um pouco confusos?
BESK
Ano: 1953
Sendo o Pingdom (nota do tradutor: a fonte original desse artigo) da Suécia, não podíamos deixar de fora um computador sueco de 1953. BESK significa Binär Elektronisk SekvensKalkylator, o que se traduz como Binary Electronic Sequence Calculator, ou Calculadora Eletrônica Binária de Sequência. A sua memória principal tinha 512 palavras de 40 bits, o equivalente a 2560 bytes. Uma adição podia ser feita em 56 microssegundos, e uma multiplicação, em 350. Por um curto período de tempo, este foi o computador mais rápido do mundo. A título de curiosidade, "besk" significa "amargo" em sueco, e também é o nome de uma bebida alcoólica do sul da Suécia. O nome é um trocadilho feito pelo criador, sendo que o nome anterior, COGNIAC, fora rejeitado pelos seus superiores.

O painel de controle do computador sueco BESK.
IBM 702
Ano: 1955
Apesar do IBM 702 ter sido anunciado ainda em 1953, a sua produção só teve início em 1955. Foi o primeiro computador comercial que podia ser alugado da IBM. O sistema podia ter a memória de até 11 mil caracteres de 7 bits, ou seja, em torno de 10 KB. Ele podia fazer 3.950 adições ou subtrações por segundo, porém as operações de multiplicação e divisão eram bem mais lentas.

A instalação do IBM 702
IBM NORC
Ano: 1954
IBM NORC, o Naval Ordnance Research Calculator (Calculadora de Pesquisa de Artilharia Naval), foi talvez o primeiro supercomputador e certamente o computador mais poderoso do seu tempo. Ele podia realizar 15 mil operações por segundo, e a sua primeira versão teve a memória principal de 2 mil palavras de 64 bits, ou seja, aproximadamente 16 KB.

Diversos ângulos do IBM NORC
IBM 305 RAMAC
Ano: 1956
Esse computador se destacou por ser o primeiro computador comercial vendido juntamente com um disco rígido. O seu HD podia armazenar quase 5 MB e consistia de 50 discos de 24 polegadas (61 cm) de diâmetro. O 305 RAMAC foi um dos maiores computadores que a IBM construiu. (se você gosta de HDs antigos, veja o artigo sobre a história do armazenamento de dados dos computadores.)

Sim, estas unidades imensas em primeiro plano são os HDs. Cada um armazenando os incríveis 5 MB.
Bendix G-15
Ano: 1956
O Bendix G-15 pesava 450 kg e custava em torno de USD 60 mil. Ele tinha uma memória com 2.160 palavras de 29 bits, o equivalente a 7,6 KB. O G-15 é frequentemente chamado de primeiro computador portátil, apesar de haver uma certa discórdia a respeito do assunto. Mais de 400 unidades foram produzidas.

O Bendix G-15. Parece uma grande torre de gabinete. De certa maneira.
Pegasus
Ano: 1956
O computador britânico Ferranti Pegasus foi projetado e construído para ser barato e confiável. Ele tinha uma memória de 5.120 palavras de 40 bits, o equivalente a 25 KB, além de 56 palavras (280 bytes) de memória rápida. Um Pegasus 2 de 1959 ainda está funcional no Museu de Ciências de Londres. É o computador digital mais antigo no mundo ainda em operação.

O Pegasus 2 no Museu de Ciências de Londres. O gabinete foi feito por Rolls Royce, daí as maçanetas das portas de carro. Observe também o relógio embutido.
AN/FSQ-7
Ano: 1958
Baseado no projeto do sucessor do Whirlwind, que jamais foi executado, o AN/FSQ-7 foi construído pela IBM em parceria com a Força Aérea dos Estados Unidos, para ser empregado no sistema de defesa aérea SAGE (Semi-Automatic Ground Environment). Às vezes é erroneamente chamado de Whirlwind II. Um computador chegava a ocupar 2.000 m² e pesava 275 toneladas. Foram os maiores computadores já construídos (52 foram feitos, no total). O AN/FSQ-7 executava 75 mil instruções por segundo.

Instalação do AN/FSQ-7. Cada gabinete possuía um telefone embutido, para poupar tempo nos reparos. Abaixo: terminal de controle do SAGE. Sinal de outros tempos: cada estação possuia acoplados um cinzeiro e um acendedor de cigarros.
IBM 7090
Ano: 1959
Um sistema IBM 7090 típico custava USD 2,9M e foi projetado para as aplicações científicas e tecnológicas de grande escala. Entre outras coisas, foi usado pela NASA para o controle de vôos espaciais. Um sistema 7090 aparece no filme Dr. Strangelove. Em 1961, a versão mais recente, 7094, se tornou o primeiro computador a cantar (a canção Daisy Bell), o que serviu de inspiração para uma cena em 2001: Uma Odisseia no Espaço.

O IBM 7090. Curiosidade: o segundo à esquerda é o Smith DeFrance, director do NASA Ames Research Center.
AKAT-1
Ano: 1959
O polonês AKAT-1 foi o primeiro computador dedicado a resolver equações diferenciais a empregar transistores. Porém, nunca foi produzido em massa, devido à situação política do país na época.

O polonês AKAT-1.
Datasaab D2
Ano: 1960
Jamais produzido em série, o Datasaab D2 foi um computador conceitual feito na Suécia. Pesava apenas 200 kg e poderia ser colocado em cima de uma mesa. Possuía o equivalente a 15 KB de memória RAM e executava 100 mil adições por segundo. Era um protótipo cujo objetivo foi demonstrar a viabilidade da navegação aérea auxiliada pelo computador. Datasaab era a divisão computacional da fabricante de aeronaves Saab, que produzia os caças suecos.

O Datasaab D2 e o seu painel de controle.
BRLESC I
Ano: 1962
O seu nome é um acrônimo para Ballistic Research Laboratories Electronic Scientific Computer (Computador Científico Eletrônico dos Laboratórios de Pesquisa Balística). Como a própria denominação sugere, foi projetado tendo em mente as aplicações de pesquisa e militares. BRLSEC I podia realizar 5 milhões de operações por segundo e possuía uma memória de 4096 palavras de 72 bits, o equivalente a 36 KB.

O impressionante painel de controle do BRLESC I.
Honeywell 200
Ano: 1963
O Honeywell 200 e os seus sucessores foram introduzidos no mercado para competir com os computadores acessíveis da IBM (em especial, o IBM 1401). A linguagem assembly nativa usada para programar o computador Honeywell era chamada de Easycoder. Sim, naquela época, linguagem assembly era considerada simples.
Durante vários anos, Honeywell rodou uma campanha promocional chamada Liberator, aonde várias esculturas bastante criativas eram feitas empregando componentes de computadores (um exemplo).

O H200 em operação.
UNIVAC 1108
Ano: 1964
Baseado em transistores, o UNIVAC 1108 suportava até três CPUs e memória de até 262.144 palavras de 36 bits (mais do que 1 MB). A memória empregava circuitos integrados (bastante raros na época) no lugar da tecnologia de núcleos de filmes finos, usada no seu antecessor, o 1107.

Um modelo mais recente do 1108, de 1969.
Palavras finais, acrônimos e o MANIAC
Conforme pode ser visto nos exemplos acima, os acrônimos eram bastante populares para dar nomes aos computadores. Alguns cientistas estavam tão fartos com esta mania que começaram a parodiá-la. Por exemplo, teve um computador chamado MANIAC (I e II), o que significava Mathematical Analyzer, Numerical Integrator, and Computer (Analisador Matemático, Integrador Numérico, e Computador).
É fascinante olhar para trás e ver como eram as coisas nos primórdios da computação, além de ser revelador de quão longe progredimos. Hoje, temos mais poder de processamento em nossos bolsos do que outrora caberia em prédios inteiros. E os nossos mais humildes smartphones superam, e muito, a performance e a capacidade de armazenamento desses antigos gigantes.
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Matéria-prima: pendrive(s), resina de poliéster, tubos de solda (ATENÇÃO: descobri de uma maneira bastante desconfortável de que não é qualquer tubo que serve... ALGUNS são feitos de um plástico que reage com a resina de poliéster. Portanto, é minimamente sábio deixar um pingo de resina no tubo por um tempo antes de usá-lo como molde
), copos plásticos de polipropileno (ATENÇÃO... OK, é a mesma coisa de antes: se não for polipropileno, reage com a resina :S), e fita crepe.

Enrolei várias camadas de fita crepe no conector USB dos pendrives para protegê-los e também para que fiquem bem encaixados dentro do tubo-molde. Uma dica: ao enfiar o pendrive no tubo, deixe um espaço até o fundo: depois, essa "sobra" pode ser usada para fazer furo para passar cordinha de chaveiro ou coisa do tipo.

Agora, o know-how do processo: os tubinhos de solda tem um furo embaixo. Assim, ao invés de encher de resina por cima e melecar tudo e encher de bolha, os moldes com pendrives são submergidos na resina, que entra por baixo
Outro detalhe importante: o nível da resina. Primeiro, enchi o copo de poliéster, misturei com o catalizador (instruções no verso
), daí coloquei os tubinhos e aí sim empurrei os pendrives para o fundo com uma varetinha, para que o conector USB fique para fora.

É só deixar nesse estado pelo tempo suficiente para a resina esfriar (a reação com o catalisador é exotérmica, mas o calor é pequeno e não chega a prejudicar os circuitos). A resina que usei tem uma coloração verde bizonha, o que até que combina com o verde das plaquinhas PCB. Mas também existe resina transparente (surpreendentemente, se chama "cristal"). Uma nota: se o tubo de solda for de material certo, ele não apresenta a menor dificuldade para sair da resina. E, para tirar os pendrives de dentro dos moldes, é só empurrá-los com um prego/fósforo/palito através daquele furico embaixo
Outra nota: mesmo depois de aparentemente sólida, a resina leva alguns dias para ficar 100%. Portanto, sem pressa, se quiser que fique realmente bonito.

O resultado final! Me desculpe, Dmitry, mas ficou muito mais bonito do que o seu

E as principais propriedades continuam as mesmas: alta resistência ao impacto (martelei um dos pendrives e ele sobreviveu) e à umidade (inclusive, é perfeitamente lavável: não tem como água entrar nos circuitos elétricos, no máximo, molha os contatos do conector USB que é só soprar para secar
).

Muitos me perguntaram: "isso funciona"? Mas é claro! Por que não funcionaria?! A resina não é condutora e isola os circuitos de qualquer desgraça que lhes possa ocorrer... E o pendrive não gera calor o suficiente para "torrar" de dentro para fora. Ah, e os efeitos luminosos são ótimos: a "capa" de poliéster, sendo cilíndrica, atua como uma lente.

Esta é a versão "planificada": lixei até ficar um "tijolinho" translúcido. O efeito luminoso também é interessante, devido ao scattering. E as rachaduras internas se devem às porradas com o martelo
Próximo passo: fazer uma tampinha à altura do pendrive, rááááá!!!!!!!
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