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A delicada arte da gambiarra...

Venho a defender por meio desse artigo que a tradicional gambiarra não deve, em hipótese alguma, ser menosprezada. Uma gambiarra que resolve o problema é, sim, uma arte! Até mesmo por que a gambiarra é o primeiro passo para a criação de um método e das ferramentas adequadas. A ténue linha que separa uma gambiarra de uma solução elegante é a mera utilização de ferramentas adequadas na segunda, contra as inadequadas na primeira Sticking out tongue

Tentarei agora ilustrar a minha tese com um humilde exemplo da minha prática pessoal... Para começar bem o ano, reinstalei o Windows XP no meu PC. Na verdade, criei uma partição a mais e instalei o novo paralelo ao velho... Alternar entre os dois já é outra história, cujo personagem principal é o Smart Boot Manager Eye-wink

Depois que transferi tudo o que era importante para a partição da instalação nova, o que fazer com a antiga?! Backup, é claro! Vai que eu precise de alguma configuração antiga?! E, já que uma mídia DVD±R não custa quase nada hoje em dia, os únicos requisitos do backup eram:

  1. Caber num DVD de 4.7 GB.
  2. Possibilidade de acessar os arquivos offline, ou seja, sem ter que bootar pela instalação antiga.
  3. Possibilidade de bootar pela instalação antiga. Vai que precisa?!

Eis o procedimento que segui: (clique aqui para ler o artigo inteiro...)

  1. Uma limpeza básica... Desinstalei tudo o que não era essencial, esvaziei os caches, os diretórios temporários, e desativei a hibernação (libera o c:\hiberfil.sys) e o arquivo de paginação (libera o c:\pagefile.sys).
  2. Usei a compactação do NTFS para comprimir todos os arquivos da partição. Aliás, antes tive que converter a partição de FAT32 para NTFS. FAT32 é menos flexível Sad
  3. Defragmentei a partição. Isso é opcional, mas creio que acelerou o passo seguinte...
  4. Usei o fabuloso PowerQuest Norton PartitionMagic para redimensionar a partição até o mínimo (deixei uns 200 MB livres, porém). Consegui uma partição de apenas 2.15 GB!
  5. Agora já era... Está tudo conservado. Dou boot pelo sistema funcional; esse daqui já está embalsamado Laughing out loud
    (Portanto, não pode estar montado! Ou seja, no Windows, não deve ter nenhum X: associado a esta partição...)
  6. Criei a imagem da partição usando o dd. Toda distribuição Linux tem ele por default. A versão para Windows (para rodar pelo CMD.EXE) pode ser baixada aqui. O comando que usei foi:
    dd if=\\?\Device\HarddiskVolume10 of=Win_XP_2006_NTFS.bin bs=1M
    (Deduzi o \\?\Device\HarddiskVolume10 pelo comando dd --list, no Windows. No Linux, se usa o fdisk)
    É claro que você pode optar por um programa GUI, como, por exemplo, o R-STUDIO. Mas o dd comanda, né!
  7. É isso aí! Agora é só gravar o Win_XP_2006_NTFS.bin num DVD! Para explorar os arquivos contidos na imagem da partição, é só usar o R-STUDIO. Ou montá-la como loopback no Linux:
    mount Win_XP_2006_NTFS.bin backup/ -o loop -t ntfs

Eis o relato de uma gambiarra que pode poupar dinheiro para adquirir o Norton Ghost, ou o tempo para baixá-lo por P2P e aprender a usá-lo direito... Desde que você saiba o que está fazendo e realmente queira fazer isso, pois eu não me responsabilizo pelos resultados (ou pela total ausência dos mesmos)!!!

P.S. - Só para constar... A compressão do NTFS é fraquinha. A imagem de 2.15 GB, já "compactada", pode ser reduzida até 1.37 GB pelo 7-Zip! É claro que isso gera o inconveniente de ter que descompactar a imagem inteira para pegar um só arquivinho .INI...

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stas » January 10, 2007 » 19:19

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