Divagações sobre a parapsicologia
"Consider this. If a paranormalist could really give an unequivocal demonstration of telepathy (precognition, psychokinesis, reincarnation, whatever it is), he would be the discoverer of a totally new principle unknown to physical science. The discoverer of the new energy field that links mind to mind in telepathy, or of the new fundamental force that moves objects around a table top, deserves a Nobel prize and would probably get one. If you are in possession of this revolutionary secret of science, why not prove it and be hailed as the new Newton? Of course, we know the answer. You can't do it. You are a fake."
(Richard Dawkins, citação extraida do Wikiquote)
O problema aqui é a demostração
inequívoca. Aliás, é
hilária a
referência ao Newton!
Foi ele, junto com o Descartes,
que instaurou o
conceito da "realidade tangível", pelo qual tudo o que
existe pode ser
medido empiricamente. Para mim, a clássica experiência da dupla fenda
é uma demostração
inequívoca que a realidade NÃO
É tangível
Mas enfim... Existem milhares de cientistas (e pseudo-cientistas!) procurando algum medidor de "psi", "chi", "orgone", "aura" ou seja qual for o nome. O problema é que dificilmente aqueles que são capazes de replicar o fenômeno paranormal saberiam medí-lo quantitativamente; e aqueles que são capazes de medir, dificilmente acreditam na existência do próprio fenômeno.
Então, a telepatia (e afins) só será "descoberta" quando alguém desistir da idéia de que um receptor com antena é capaz de detectar as "ondas cerebrais" pela alteração de frequência/amplitude de uma onda eletromagnética...
Aliás, na semana passada li num artigo uma idéia interessante: aquilo que chamamos de "ruído", em qualquer meio, não é necessariamente um ruído! Por exemplo, se sintonizar um receptor na frequência de um satélite GPS e ligar um osciloscópio na saída, a onda será, aparentemente, um ruído totalmente caótico e sem informação alguma.
Porém qualquer localizador GPS é capaz de extrair a leitura exata do relógio atômico do satélite a partir desse sinal. Uma transferência digital encriptada também parecerá aleatória. Só conseguimos decifrar a mensagem por que sabemos que a mensagem existe...
Portanto, não é exatamente uma boa
idéia enfiar trocentos eletrodos na
cabeça de uma cobaia e ver os gráficos das
reações aos diferentes
estímulos; talvez seja mais eficaz usar um sistema do tipo
do SETI para
detectar algum padrão sistemático no caos
