hardware
X11 FrontEnd for the Rio Utility

X11 FrontEnd for the Rio Utility v1.07 made by guys from the Snowblind Alliance. Surely not the best nor the most beautiful of all GUIs made to manage the famous Rio MP3 Player, but I tried to implement some of the ideas that the "real" managers doesn't implement. List of some "interesting" features:
- 2 windows side-by-side like in Norton Commander legacy managers
- treats M3U playlists as directories
- displays the space remaining on the device as you select files to upload
- current file & overall progress bars
- realtime display of the transfer speed
rio.exe is OK. You can download it here and test
for yourself! However, I would suggest you to use my Diamond Rio PMP300
FS-plugin for Total
Commander.P.S. - if you get problems downloading files with long names, apply the patch I provided below on the Rio Utility source (not XRio itself!) and recompile it.
stas » January 8, 2007 » 09:37
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Diamond Rio PMP300 FS-plugin

Diamond Rio PMP300, with only 32 MB of flash memory, was the second portable MP3 player ever released, in 1998. Unfortunately, such a revolutionary piece of hardware is very painful to interface with: as it is connected through parallel port, highest transfer rates achieved were around 80 KB/s. And the software bundled with it was too primitive. To the luck of thousands of (un)happy Rio owners, The Snowblind Alliance released their Open-Source RIO utility, which became a starting point of several alternative Rio manager interfaces. Mine is just one of them

First of all, there's absolutely no need to write the entire file manager. Total Commander (TC for short) is one of the most feature-rich file managers ever made, and it supports a very extensible plugin API. As a result, one could use TC to manage files directly on the flash memory of his/her Rio! Actually, my plugin supports listing, uploading, downloading & deleting files from Diamond Rio PMP300 internal memory. It also displays the transfer speed and the total/remaining space. Take a look at this screenshot to see it in action. Behind the GUI, my plugin uses the source of the "RIO utility v1.07" by The Snowblind Alliance.
Installation:
Just the same as for many other FS-plugins:- Unzip
rio.wfx&rio.cfgfiles to Total Commander directory - Choose "Configuration => Options => Operation => FS-Plugins"
- Choose
rio.wfx - Click OK.
- You can now access the plugin in the "Network Neighborhood"
- Open
rio.cfgfile and set the correct LPT port address (see below for more details)
Configuration:
In the majority of cases, the plugin may work fine "out-of-the-box". If it doesn't work at all, probably you'll need to discover and specify your PC's parallel port hardware address. Open your system's "Device Manager" (on Windows XP, open the context menu for "My Computer", click "Properties", go to the "Hardware" tab, and click the "Device Manager"). Go straight to "Ports (COM & LPT)". Now locate the port that your Rio device is attached. On my case, it's LPT1. Double-click "Printer port (LPT1)", and go to the "Resources" tab. You need the first one of "I/O Range" numbers:
378 is what you need. Note that this number is in a hexadecimal format. Thus, many programs (like my plugin) may accept it as 0x378. Now, open the
rio.cfg file. It looks like this, by default:# Assume that Rio is connected to LPT1
IOPort 0x378
# default
IODelayInit 20000
IODelayTx 100
IODelayRx 2
# "turbo" mode (UNSAFE!!!)
#IODelayInit 5000
#IODelayTx 1
#IODelayRx 1
IOPort parameter to the value you discovered.Note all that
IODelay* parameters. For the safety reasons,
the delays are high by default, and, consequently, the file transfer is
slow. If you comment out the default values and uncomment the turbo
mode ones, you'll get a great increase in performance! But remember to
only use it when your Rio battery is 100% charged, and when your Rio is
turned on. It may corrupt some bits, through.stas » May 6, 2006 » 00:26
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rockin' PC speaker
Well,
good old PC speaker is the only default hardware, easily available on
almost all PC systems, and virtually unmuteable (actually, one can
connect PC speaker output to his/her sound card instead of default
buzzer, but this rarely happens
. Thus, it is perfect for
communicating critical states. But the default system beep is quite
boring, and makes difficult to distinguish different events that are
being communicated. So, here's my humble attempt to make a highly
portable function that is able to play simple non-polyphonic music on
the PC speaker. I used it originally to advise when someone tried to
log in to my system through SSH daemon (thus the name "daemoniac" -
. It was tested (and worked fine!) under:
. Thus, it is perfect for
communicating critical states. But the default system beep is quite
boring, and makes difficult to distinguish different events that are
being communicated. So, here's my humble attempt to make a highly
portable function that is able to play simple non-polyphonic music on
the PC speaker. I used it originally to advise when someone tried to
log in to my system through SSH daemon (thus the name "daemoniac" - demoniac
. It was tested (and worked fine!) under:
- DOS (DJGPP, Turbo C)
- Windows 9x/NT/2K/XP (Borland C, Microsoft Visual C, MinGW)
- Linux (gcc)
- FreeBSD (gcc)
demoniac will play Iron Maiden - Fear Of The Dark beginning. You can also compile it to play the simple "A#4 D#5 G5 A#5 G5 A#5" melody. Note that on UN*X systems, demoniac accesses hardware directly, and thus requires to run as root user. It's safe, through: it
won't accept any command line arguments and neither process environment
variables, so, at least, it can't be exploited with some buffer
overflow technique. For detailed instructions about compiling demoniac on
different compilers/systems, read the comments at the start of the
source. Note that my package provides all the binaries generated on
compilers/systems listed above.stas » April 20, 2006 » 02:06
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WiFi card modding
Esse é um tutorial que publiquei no site Warchalking Brazil há algum tempo. Acontece que comprei uma placa WiFi (padrão IEEE 802.11b) que não atendia exatamente às minhas necessidades... Bom, segue-se o relato do que aconteceu com ela
Tutorial sobre modificação de uma placa wireless (IEEE 802.11b)
ou
Transformando placa WiFi Indoor em Outdoor
Autor: Stas
Edição no3 (8 de Maio de 2004)
Índice:
- Introdução
- Desmontando a placa PCMCIA
- Modificações em Hardware
- Modificações em Software (dispensáveis!)
- Agradecimentos/Referências/Links
Introdução:
Bom, primeiramente, qual é a necessidade de se alterar uma placa de rede wireless padrão IEEE 802.11b? Melhoramentos
802.11b está mais difundido do que nunca e o uso dele continue expandindo, e os preços -- baixando. O que outrora era tecnologia de ponta hoje está nas mãos do povo, portanto é uma excelente oportunidade para fuçar. E obviamente, nem todos temos ao alcance equipamentos sofisticados como espectrômetros e osciloscópios. Aí precisamos nos virar

.Basicamente, isso é um relato fotográfico comentado de como eu "me virei". Sem dúvida alguma, para mim as coisas aqui relatadas deram certo, porém não garanto que darão certo para você também, portanto tudo que você estará fazendo é uma responsabilidade somente sua.
Ótimo, sem mais advertências e precauções, vamos ao que realmente interessa! Para mexer com wireless precisamos de uma placa wireless, de boa qualidade (tanto hardware quanto firmware/software) de preferência. A minha é uma 3Com AirConnect 3CRWE777A, que você pode ver na figura 1:
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| Figura 1: 3Com AirConnect 3CRWE777A |
Diga-se de passagem, é uma excelente placa, estou mais do que satisfeito com a minha escolha, porém de cara repara-se um problema: cadê a antena? É verdade, não tem... E nem o conector! O manual ainda fala que o alcance é hilário.
Aí que entram as modificações

Para quem já fez um mod de seu micro, esse é o desafio supremo. De um lado, aquelas luzinhas neon e dezenas de ventoinhas não fazem muita coisa; até overclock dá um ganho ridículo de 5% apenas. Do outro lado, anexando uma antena numa placa dessas o alcance dela expande de 300 metros até 60 km! Sim, é possível. Aliás, abro um parênteses aqui: não há nenhuma prova científica disso, mas o bom senso sugere que placas que vêm de fábrica sem antena devem ser mais sensíveis. Repito: não sei ao certo, mas a minha 3CRWE777A chega a ser até sensitiva

O mesmo não ocorre para transmissão, infelizmente... Mas seja como for; na prática a minha modificação artesanal compete pau-a-pau com as pré-fabricadas com conectores banhados a outro, humildade a parte...
É lógico que eu não inventei fuçar a minha plaquinha do nada, enfim, me custou uma nota e coisa que eu menos queria era perder mais um eletrônico devido ao erro na interface entre o teclado e a cadeira.
Fui ao velho e bom Google e procurei se alguém já havia feito a façanha. Para minha grande sorte, achei esses links:
- http://www.fibranet.org/contenidos/wireless/3crwe777a.htm
- http://www.fibranet.org/contenidos/wireless/smc2632.htm
- http://www.nodomainname.co.uk/ma401/ma401.htm
E no 2o link observamos um sujeito metido a neurocirurgião fazendo o que precisamos fazer: adicionando um conector de antena externo! Mas faz favor meu... Você tem essas ferramentinhas? OK, e essas peças? Nem eu!
Porém para que se desapontar; nada que uma gambiarra não resolva! O raciocínio é exatamente o mesmo para essas 3 placas, daí tento induzir que será semelhante para toda e qualquer placa wireless. Aliás, descaradamente aproveito as fotos dos outros no meu tutorial, eheheh! Então vamos tentar fazer o máximo com o mínimo que dispomos, basicamente precisamos:
- Abrir a placa se for PCMCIA.
- Inserir capacitores.
- Adicionar o conector da antena.
Desmontando a placa PCMCIA:
"E se a minha placa não for PCMCIA"? Abraço amigo, muita boa sorte nas suas buscas, mas eu não faço menor idéia do que você precisa fazer. Mas espera-se que placas PCI já tenham conectores
Uma observação no mínimo curiosa: a placa 3CRWE777A é um cartão PCMCIA que vem com adaptador PCI/PCMCIA. O bacana é que há um selo colando o cartão no slot. Isso é, se você tiver um notebook e quiser usar a sua placa nele, terá de violar a garantia! Nem preciso salientar que 3Com não lançou driver algum para modo PCMCIA dessa placa, mas ouvi (li) relatos de compatibilidade 100% dos drivers da SMC2632W. Para Linux não há esse papo,
modprobe prism_cs e problema resolvido, ponto!Agora vamos lá. Nem preciso lembrar que abrir a placa viola a garantia, mas quem liga, aliás 3CRWE777A nem se fabrica mais... Único problema é que se você comprar placa nova depois, dificilmente conseguirá vender essa para alguém, pois a aparência do produto leva a desejar... Ô sociedade hipócrita que valoriza a forma e não a essência! Ninguém liga se o potencial de cobertura aumentou de fator 200, mas "ficou feio, sujo e porco"! Bom, enfim...
Há milhares de maneiras de ter o acesso a placa wireless, inclusive o sujeito no qual me baseei corta uma janelinha no plástico do cartão e fuça por meio desse orifício... Na boa, deve ser um médico frustrado; é um tanto mais fácil e seguro abrir a porcaria e depois fechar de novo!
Vamos lá então, o cartão PCMCIA é feito de 2 metades. Não tenha dúvida: enfie a chave de fenda entre as metades:
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| Figura 2: Abrindo a placa (passo 1) |
É legal que não seja aquela chave de fenda que você usa para tirar pneu furado de bike, OK? Agora com toda a delicadeza, gire a chave:
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| Figura 3: Abrindo a placa (passo 2) |
Pois é, as duas metades do cartão PCMCIA são coladas uma na outra com uma cola gosmenta, pegajosa e fétida. Agora é só puxar as metades para lados opostos e descolar a placa das capas protetoras:
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| Figura 4: Placa aberta |
Talvez seja interessante nesse momento limpar a placa da cola, senão vira o pólo de atração de todo tipo de poeira. A minha experiência pessoal foi: molhar um cotonete com álcool e depois passar o cotonete na cola espremendo-o de tal forma que o álcool cubra a cola. Aí é só deixar "de molho" por uns minutos e tirar a cola já mole com o mesmo cotonete. Agora vamos ver a parte da placa que nos interessa:
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| Figura 5: Antena interna |
As caixinhas de metal servem para barrar interferências. Paradoxalmente elas protegem o seu computador da placa e não o contrário! Agora repare os "bigodinhos" nos cantos. Essa é a antena interna. Grande antena hein! E os 5 buracos no centro... São para soldar o conector! Per-fei-to! (agora, se na sua placa não tem, aí é outra história, resumida numa única palavra: "fo-deu") Espere aí... Os caras fizeram a placa supondo que iam por o conector e mudaram de idéia? Não exatamente, a mesma placa PCB se usa para montagem de diversos modelos, e modelo mais caro tem o conector. O mais reba, ou seja, o seu, não tem conector. E o conector é tão caro assim? Infelizmente, sim. Banhado a ouro, custa uns R$ 50 importado. Uma esplêndida jóia para dar de presente para sua esposa/namorada/mãe!!!
Mas espere, o que é isso?!
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Figura 6: Conector pigtail "secreto" ![]() |
Não sei ao certo, mas pelo que pesquisei é um conector! Teoricamente você pode adquirir um cabo "pigtail" que conecte aí, mas não faço menor idéia aonde, aliás não sei nem o nome desse tipo de conector. Portanto não ajuda em nada. Conector raro é foda.
Então chegou a hora para você eleger um conector para lhe servir fielmente. Pigtails comerciais terminam com conector tipo N, já que antenas comerciais também são N. E cá entre nós, conector N, não é uma opção econômica e nem compacta... É um trambolho e tanto.
Isso é do lado da antena; do lado da placa é comum flagrar um conector SMA. Aliás, outra raridade no Brasil...
Tendo em vista essas dificuldades e não visando compatibilidade alguma dos meus produtos artesanais com os comerciais, optei pelo velho e bom BNC (Bayonet Nut Connector), uma herança do tempo das LANs coaxiais. Se deseja saber mais sobre essa relíquia, vai na Webopedia. Cultura inútil a parte... Só para você ter leve noção da coisa, esse é o meu ajudante Super-Luper demonstrando conectores SMA e BNC:
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| Figura 7 SMA versus BNC |
É claro que o BNC não foi feito para as freqüências de 2.4 GHz que wireless utiliza, mas quebra maior galho. Há sim perdas, mas o defeito mais grave do BNC é que ele somente possui conector macho para colocar em cabo. Isso é, para juntar dois cabos, você precisa desse artefato:
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| Figura 8: Junção de 2 plugs BNC macho |
O que obviamente aumenta perdas. Cada metro de cabo RG-58 perde aproximadamente 1 dB, mas uma junção de conector perde vários. Não sei ao certo quantos, não é algo fenomenal mas é lamentável.
Modificações em Hardware:
Aqui está um importante ponto. Uma coisa é fuçar com software; se deu pau dá um reboot e no máximo você tem que reinstalar o Windows, agora hardware... Pense bem se você quer fazer isso, mas pense bem mesmo. Não é uma advertência, é uma preparação do espírito para batalha
Talvez seja sensato comprar uma placa já com conector, poupa um monte de tempo e preocupações.
Enfim, queria resumir: essa adaptação de forma alguma pode ser considerada difícil; é trabalhoso,
leva bastante tempo e concentração, e o mínimo de habilidade com ferro de solda. Aliás de qualquer
maneira é melhor praticar com solda antes.Por que aqui você não terá que mexer com solda qualquer, terá que mexer com solda SMD (Surface Mount Device). Esse tipo de solda está para a indústria assim como a chave Phillips está. Para nós, meros mortais, ambos são simplesmente um saco. O único problema é que chave Phillips qualquer um tem, agora, estação de solda SMD -- não. O que fazer? Acoxambrar!
É possível utilizar o ferro de solda comum de baixa potência (25W) para realizar solda SMD, através desse adaptador maravilhoso:
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| Figura 9: Adaptador para solda SMD |
"Você tá zuando..."
Tô!
Mas esse adaptadorzinho me foi extremamente útil, ele designa 3 funções:
- Aumenta a precisão com a ponta fina.
- Reduz o calor do ferro (peças SMD são mais sensíveis, tanto que a solda usada tem ponto de fusão mais baixo).
- Amortece os movimentos da mão.
- Pegue uns 20 cm de fio cobre de seção 1.5 mm². Geralmente encontrado no fio terra do chuveiro da casa

- Desencape o fio, né.
- Enrole ele na ponta do ferro de solda desligado. Enrole até ficar uma ponta de 1.5-2 cm. Aliás enrole para se segurar bem!
- Dobre a ponta que sobrou para frente. Agora você tem uma espiral de fio de cobre com uma protuberância, eheheh.
- Tire a espiral do ferro. Com lima ou lixa ou pedra de afiar faca aponte a ponta. Aponte o melhor que puder, tem que parecer um lápis em miniatura com ponta agulhiforme.
- Agora ligue o ferro e cubra a 1 cm ponta com finíssima camada de estanho. Isso é para não oxidá-la.
- Espere o ferro de solda esfriar e ponha espiral de volta. Ligue o ferro. O cobre vai escurecer na hora. Onde tiver a gordura dos seus dedos vai formar uns troços carbonizados... Dê um jeito para tirar eles para que toda a espiral menos a ponta esteja uniformemente escura.
- Agora com um alicate ajeite o adaptador no ferro de tal forma que a ponta do ferro encoste bem na ponta do adaptador.
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Figura 10: Ferro normal de 25 Watts transformado em um SMD ![]() |
Agora que você está com A Ferramenta, observe a magnitude do trabalho a ser realizado:
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| Figura 11: Área das modificações |
Uma pequena estorinha: como é feita a montagem industrial de eletrônicos? Sei lá, nunca vi, mas vozes do além me sugeriram que é aproximadamente assim. É estampada uma placa PCB. Ela tem 3-4 camadas de cobre; não só as de fora mas tem interiores também. Daí vêm um robô e pinga cola nos pontos que virão componentes. Depois vêm outro robô com componentes e gruda eles em cima da cola. E finalmente, vêm um terceiro robô com solda, ele pinga a solda do lado dos componentes nas trilhas.
Observando-se o "close" da placa acima, reparamos que há 2 "vãos" onde era para termos os capacitores. Isso é, a solda está lá para a nossa sorte, mas nem a cola nem o componente estão. Só para ter idéia, o capacitor por fora é idêntico ao indutor L4. Dimensão aproximada: 1 x 0.5 mm. Assustador
:/O pensamento que surge: "e se não mexer nisso?". Aí não funciona; não haverá ligação elétrica do rádio com a antena. "Mas e se só fazer contato que nem os malucos do Tom's Hardware?". Aí até pode dar certo, mas pelo que pesquisei os capacitores são de 150 pF e estão lá para proteger o rádio. O rádio é extremamente sensível e pode ser danificado com correntes que não sejam da ordem de 2.4 GHz de freqüência. E por que 2 capacitores de 150 pF associados e não um só de 75 pF? Aí sinceramente não sei, mas parece ter algo a ver com latência. Enfim, os capacitores estão lá para proteção, e 2 deles fazem isso melhor do que 1.
Então você precisa de componentes eletrônicos agora... Olha, tudo o que precisa está no RS do Brasil, apenas procure por seguintes números:
435-1582, 111-712 e 111-734. Pra começar os capacitores só vendem 50 unidades no mínimo,
daí junta o imposto para importação, enfim... O Brasil é triste.Agora olhe a mágica (ou charlatanice, como bem quiser):
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| Figura 12: Capacitores adicionados |
Que bizarro, não! Bom, a grande vantagem é que funciona e os componentes você encontra em qualquer loja de eletrônica. Se você conseguiu os capacitores SMD e/ou conector SMA PCB-mount, é melhor você seguir os passos de alteração da SMC2632W.
Se você teve a mesma sorte que eu, adquira apenas:
- 2 capacitores cerâmicos de 150 pF.
- Uns 10 cm de cabo RG-58. Provavelmente só poderá comprar 1 metro

- Conector BNC macho para cabo.
Vamos prosseguir da seguinte forma: primeiro os capacitores já que é a parte mais difícil, depois o conector no cabo e depois cabo na placa. Percebe-se nitidamente que o capacitor é bem maior do que o recomendado, aliás ele foi feito para soldar no furo e não de encostar. Portanto você precisa adaptar os 2 capacitores:
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| Figura 12a: Capacitor adaptado |
Pegue o capacitor de 150 pF e corte fora as pernas dele, deixe só toquinhos. Agora com alicate ou pinça, dobre os tocos para dentro e para baixo como mostrei no esquemático tosco (== "tosquemático") acima. Faça da maneira que encostando o capacitor na placa PCMCIA as perninhas dele encostem por fora as bolinhas de solda. Cara, essa parte é muito responsável, você tem que ajeitar o capacitor com precisão de décimos de milímetro senão terá problemas para soldar!
Por falar em solda, quando dobrar as perninhas do capacitor, deixe minúsculas bolinhas de estanho nas pontas do que sobrou das pernas do capacitor. Representei por bolinhas azul-marinho do tosquemático. Essas bolinhas irão fundir com as presentes na placa dessa forma fazendo ligação elétrica. Então capricha aí por que é uma péssima idéia tentar adicionar solda além dessa aí depois... Ah, e lembre-se de que o capacitor não é um componente crítico a calor, então trabalhe sem pressa. Mas também não abuse a ponto de derreter o pobre coitado...
Agora vem outra parte crítica. Ponha o adaptador para solda SMD no ferro, esquente bem, e cuidadosamente des-solde o indutor L4. Lembre-se de que ele está colado. Para tirá-lo de forma segura, encoste a agulha do ferro de solda num dos lados onde está a solda, e pressione levemente para lado. Assim que o indutor esquentar, a solda e a cola irão derreter e o capacitor sairá, Cuidado que o adaptador tende a funcionar como mola, impulsionando o indutor para longe. Se cair no chão já era, você jamais encontrará pelo próprio tamanho da peça

Ótimo, agora que a área está preparada, limpe os capacitores e a placa da gordura das suas digitais e prepare-se para colar os capacitores na placa. Essa é, sem dúvida alguma, a parte mais foda. A solda é tão pequena que não irá segurá-los, então tem que ser cola. Super-bonder é perfeito. Aliás, repare que tive que colar os capacitores orientados de forma oposta um para outro, devido à escassez do espaço. Pingue o mínimo que puder no capacitor e no respectivo lugar da placa. Com pinça, encoste o capacitor, tome maior cuidado para as perninhas dele estejam em contato com as bolinhas de estanho na placa. Depois apenas espere a cola secar por 1 minuto. Cole os capacitores separadamente, e não os 2 de uma vez.
Bom, teoricamente, assim já funciona; se você encostou bem os capacitores eles estão em contato elétrico com a placa. Mas é óbvio que não há nada melhor que solda para uní-los de vez. Agora você só tem de encostar a agulha quente nas junções e derreter o estanho da perninha do capacitor e da placa. Nada mais do que isso. Se faltou estanho, você pode colocar um pouquinho na agulha e levar para o local da solda, mas é muito pouco mesmo e tenha maior cuidado. Um parênteses aqui: para mim foi mais fácil soldar a olho nú; usei a lupa somente para me guiar e ver como ficou a solda. A minha lupa é pequena demais e distorce muito a perspectiva então preferi forçar o cristalino. O problema é que esse tipo de operação levou umas 2 horas então cansei legal a vista. Mas ainda confio mais no meu olho do que na lupa

Beleza, agora que os capacitores estão colados e a parte mais McGyver fora feita. Uma ótima hora para plugar a placa e ver se ainda funciona! Observação: pode colocar a placa no adaptador PCI/PCMCIA sem as metades do cartão mesmo, porém tome o maior cuidado para ver se encaixou corretamente. O cartão serve de "guia", e sem ele pode encaixar de qualquer jeito e dessa forma danificar o hardware... Não teria nada mais triste do que isso a essa altura. O próximo passo é o conector da antena. Como não achei a coisa com 5 pinos para fazer do jeito certo, soldei direto o cabo RG-58:
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| Figura 13: Solda do cabo coaxial |
Cá entre nós, RG-58 é um dos piores para freqüências da ordem de 2.4 GHz, mas é o mais fino e fácil de ser trabalhado. Um RGC-213 é melhor mas ele tem cerca de 1 cm de diâmetro! Pouco prático para soldar, sem falar que é pouco flexível e pode arrancar a solda junto com as trilhas acidentalmente.
De qualquer forma, sugiro que antes você solde o conector BNC no cabo e depois o cabo na placa. Para soldar o conector, recomendo esse tutorial que não deixa dúvidas

Agora vamos lá, como soldar o cabo coaxial nos 5 buraquinhos? Para começar, só consegui soldar nos 4 por que o 5o ficou tapado por um capacitor.
Comece desencapando uns 3 cm da ponta do cabo coaxial. Agora puxe a malha para fora, e separe a malha em 3 "tranças". enrole bem essas tranças para que fiquem como um fio só, e solda nelas! Dessa vez sem o adaptador SMD, apenas o ferro de solda comum.
Depois disso, desencape completamente o fio central que tiver para fora, enrole-o e também cubra de solda. Agora dobre as 3 "tranças" da malha para frente, e encurte todos os fios até deixar 7-10 mm apenas. Note que todos esses fios devem passar pelos buracos na placa PCB. Portanto não abuse na solda meu.
E um detalhe interessante: o fio vai sair da placa por cima, do mesmo lado que estão os capacitores. Eis mais um "tosquemático" para explicar o por que:
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| Figura 13a: Solda do fio na PCB |
Isso é um corte da placa PCB. Em amarelo está um tubo de cobre o qual se encontra dentro dos buracos. Repare que ele entra dentro da placa e termina com um "chapeuzinho" em cima. É nele que se deve fazer a solda para segurar. Mas infelizmente esse anel de cobre fica em cima da placa, portanto o ideal seria soldar o fio por baixo. Aí entra em jogo a suprema esperteza de quem fez o adaptador PCI/PCMCIA. A placa encaixa de tal forma que se fazer isso o cabo vai "olhar para baixo", e, tirando algumas raras exceções, a antena fica em cima... E outro detalhe: você já reparou que os capacitores são grandinhos... Pois é, a placa PCMCIA não vai entrar mais no cartão; vai ter q fazer buraco mesmo, e já que vai estragar a coisa mesmo por que não fazer buraco de um lado só?!
Mas voltemos ao "tosquemático". Encaixe o fio central no buraco central e outros 3 fios da malha nos buracos por fora. Fixe a placa e a antena de tal forma que o cabo saia mais ou menos perpendicularmente e solda neles! Você terá que encher os tubos com fios dentro com solda. Tome um cuidado aqui: se esquentar muito as trilhas podem desgrudar da PCB. Agora o cabo está sendo segurado por solda por cima. Vire a placa e ponha um pouco de solda embaixo também, formando uma "bola" que não permita o fio sair. É complicadinho de explicar, então medite sobre o esquemático até cair a ficha

Teste a placa mais uma vez; e agora você pode colocá-la de volta no cartão PCMCIA:
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Figura 14: Visão frontal do "produto final" ![]() |
Bom, esse é o lado bonito da coisa, o lado feio demonstra uma porquice e tanto... Não tratei de fazer orifício bonitinho para saída do cabo, inclusive por que mesmo com o buraco o cartão não fechava por causa dos capacitores. Simplesmente arranquei fora a capinha de plástico que juntava na capinha de metal. Para ser mais exato, cortei as hastes laterais com tesoura e depois arranquei o que sobrou no centro com alicate. Aí na parte de metal sobraram umas "garras" que dobrei para dentro... Nada de especial.
Fechamos a placa com o toque final de fita isolante ou durex, e ela está pronta para voltar para o adaptador e conseqüentemente, para seu PC! Não precisa ser muito perspicaz para notar que a placa não entra no PC junto com o adaptador por causa do cabo, portanto primeiro encaixe no seu micro o adaptador e nele -- o cartão PCMCIA. Aí é só conectar o cabo à antena...
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| Figura 15: Pringles Yagi Cantenna |
...E meus parabéns
=D
Modificações em Software (dispensáveis!):
Agora vem a parte soft... Nos 2 sentidos
Fiquei bastante desapontado quando baixei o último update oficial de firmware da 3Com, inclusive drivers reclamavam de bugs nessa versão. Não vou escrever tutorial sobre atualização de firmware aqui, tanto por que alguém já escreveu com muito mais detalhes do que eu podia imaginar:
Mini-howto on Flashing Intersil Prism Chipsets
Só deixo aqui observações do que achei mais interessante. Antes de mais nada, esse tutorial é para placas com chipset Prism/2, é o mais comum e bem-suportado. Tanto que até dá para transformar seu PC num Access Point com o excelente driver Host AP!
Aliás o
hostap é a chave para update de firmware também! Ele vêm com um utilitário que testa a compatibilidade
de dado firmware com o seu hardware:
prism2_srec -v wlan0 <station firmware>
prism2_srec -v -f wlan0 <station firmware>

O que você não pode esquecer é: NUNCA, JAMAIS atualize o firmware primário sem atualizar o "station". Isso inutiliza a placa. Bom, se é tão perigoso assim, mais um motivo para ignorá-lo. Aliás os bugs do meu firmware foram resolvidos atualizando-se apenas o "station". Você deve estar perguntando: "onde arrumo as firmwares para minha placa"? Bom, na página do tutorial tem umas par. Pode procurar no Google também.
O que importa é que você pode testar firmware que bem quiser no chute mesmo, pois espera-se que o
prism2_srec
não permita você a fazer cagada. Mas obviamente não
há nenhuma garantia de eventuais falhas, né.Bom, esse é o
hostap que é para Linux... Mas existe o WinUpdateFlash, especificamente a
versão 0.7.0 dele (pode ser encontrada na página do tutorial, novamente),
que é interessantíssimo. Para começar, foi feito pelos próprios pais do chipset Prism/2.
E olha só o que ele faz:![]() |
| Figura 16: Opção para alterar MAC no WinUpdateFlash da Intersil |
O MAC pode ser alterado para várias coisas e por vários caminhos

Nos UN*X em geral pode ser usado o
ifconfig ou programa especializado tal como
MAC Changer. No Linux, com o driver
linux-wlan-ng, pode-se usar o utilitário
wlanctl-ng:
wlanctl-ng wlan0 dot11req_reset setdefaultmib=true macaddress=ba:ba:ca:fe:d1:d0
ifconfig wlan0 down hw ether ba:ba:ca:fe:d1:d0
ifconfig wlan0 up
Até para Windows temos o utilitário SMAC (nessa página também ensina trocar MAC do Mac (eheheh) e dos Windows 98/ME).
Mas todas essas alterações são voláteis, isso é, a placa wireless só fica "despersonificada" até reboot ou reload do driver. Com
WinUpdateFlash a atualização é gravada na EEPROM, isso é, o próprio
hardware é "clonado":![]() |
| Figura 17: Entrada de MAC novo |
Muito legal, não? Mas tome cuidado; MACs como
00:00:00:00:00:00 ou FF:FF:FF:FF:FF:FF
não funcionam bem nem para software; imagine se der pau no hardware! E outro detalhezinho: o MAC novo não
entra em vigor até que um update de "station firmware" seja efetuado. O procedimento do qual me utilizei foi:
- Elegi um "station firmware" funcional no Linux com ajuda do
prism2_srec - No Windows, editei o MAC pelo
WinUpdateFlash. Serial nem mexi pois não sei utilidade dele. - Ainda no
WinUpdateFlash, apliquei update de firmware que escolhi no Linux. - Desfibrilei o Windows com leve toque no Ctrl-Alt-Del


Agradecimentos/Referências/Links:
Primeiramente, queria agradecer:- Andrew S. Clapp - pelo excelente tutorial sobre antenas para wireless: Pringles Yagi Antenna.
-
+bERT -
primeiramente por ter paciência para tirar todas as fotos e ainda melhorá-las!
O cara consegue ser ao mesmo tempo hacker, phreaker, fotógrafo, cineasta, músico;
isso tudo sem considerar a sua incrível capacidade de alimentar circuitos com
correntes biônicas! Valeu cara
;P -
Beethoven -
por um monte de dicas, sugestões e indicações, pelo site
Warchalking Brazil
e pela proposta de publicar esse tutorial lá

- Cpt. Kaboom & Brian Oblivion - pelo tutorial original porém difícil de ser realizado.
- David Taylor - pela excelente página sobre MA401 da NetGear e pela explicação para que servem os capacitores de 150 pF.
- Jean Tourrilhes - pelos excelentes Wireless Tools e descrição de tecnologias empregadas em wireless.
- Juan Miguel Taboada - pela coleção de informações sobre 3CRWE777A da qual parti nas minhas buscas.
- Muitos outros que publicaram seus resultados na Internet!
stas » April 20, 2006 » 00:40
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