Extreme WYSIWYG
Essa semana, Slashdot nos contemplou com dois deliciosos eye-candies na área de interface e usabilidade:
Gliimpse
Devo confessar que, se eu tivesse como utilizar esse tipo de preview para redigir HTML, esse blog teria updates muito mais frequentes
Não me habituei com nenhum editor WYSIWIG, e até os meus slides faço em POD e renderizo com S5.
Realmente, me parece uma bela de uma mão na roda!
Light Table
Light Table - a new IDE from Chris Granger on Vimeo.Demais esse conceito de IDE + REPL, que está para virar protótipo!
Só vejo um porém. Exemplificando metaforicamente: a melhor definição de uma "linguagem de programação" que conheço é "capacidade de produzir loop infinito". Por isso, falar "programador HTML", por exemplo, é meio que nonsense. Agora, apesar do loop infinito ser tão importante na teoria, não é nada bom na prática. Por exemplo, digitar
:(){ :|:& };:na linha de comando do Linux ou Mac e dar ENTER leva ao suicídio do sistema operacional. Enfim, quem já programou em JavaScript e usoualert()para debugar, sabe do que estou falando![]()
Agora, o cara usou um exemplo muito feliz: IDE dele é totalmente voltada para linguagens funcionais, tanto que a menor unidade de código, para ele, é a função. Por obséquio, linguagens funcionais não tem loop! Tem recursão, que até pode ser infinita, mas convenhamos: quem domina programação funcional, dificilmente vai cometer essa gafe...
Concluindo: a ideia é genial, mas daria certo para poucos. O meu palpite é que surgirá a versão dessa IDE para trabalhar com JavaScript, tanto client- quanto server-side (Node.js), pois JavaScript, surpreendentemente, é funcional (tecnicamente falando, JavaScript é quase um Domain Specific Language de Scheme, que é dialeto de Lisp).
Uébidizáin(?)
Agora com layout & logo diferentes do default do WordPress
Antes que vocês que me conhecem pensem: "Pffff... Como assim, o site de um dizáiner prestes a se formar, usando um dos templates mais populares para o WordPress, sem nenhuma customização?!"
Primeiro: se eu fizesse um dizáine todo personalizado, com estilo arrojado e navegação estrombosa, estaria contradizendo o meu post anterior, referente ao ócio
Segundo: quem já notou que os sites de designers, estúdios de design e eventos de design são os mais feios, bizarros, esdrúxulos e difíceis de se navegar?! Parece que todo mundo quer "lançar tendência" e mostrar tudo o que sabe.
Resultado: quem não é iniciado, se assusta com a proposta de "brincar e explorar" e foge. Quem é designer, sai enumerando os defeitos e não-conformidades com o próprio repertório. Não adianta, site muito diferentão não agrada a nenhum público. E nem chama muita atenção, de tanta coisa bizonha que existe na rede.
Portanto não perderei o meu tempo com o layout do WordPress. Breve, muito breve, darei a opção (quer brincar, brinque; quando enjoar, volte ao bê-a-bá do HTML) de navegar pelo mesmíssimo conteúdo através de uma interface não-ortodoxa, em Flash e fullscreen
